terça-feira, 14 de julho de 2009

AMIZADE



Amizade é um sentimento
Mais puro e verdadeiro,
Amizade é o contentamento
Da alma,do ser parceiro...

Amizade é o abraço da união
É saber dizer sim,
É saber dizer não,
Assim distanciando-se do fim.

Amizade é suave como uma flor,
É grande como o infinito
É o pouco,é o muito
É um derivado do amor.

Amar sofrendo


Para o infinito,sou nada
Para o amor sou tudo
O que era resistente de mais
Derreteu e tornou-se água,

Tudo que se fala de amor
Por mim não foi dito,
Sentimentos meus, por mim foi escrito
Não só de amor,também de dor.

Se o amor é tanto,
Dor ainda maior
Melhor se não sofresse engano,
Com a vida,viveria melhor.

Então, as dores estão ao lado
Da felicidade,e por traz do sorriso
Pois,se amar é sofrer calado
Quero tanto viver com isso.




Prazeres e tentações


Será assim minha amada
Nós dois bem juntinhos,
Na hora já chegada
Trocando beijos e carinhos,

Aproveitando o momento
Chegado dos beijos
Esquecendo do entroso tormento
E usufruir de desejos,

Em gestos quebram o desalento
Traçam-se os braços
Na leveza do vento
Na aparência dos laços.

Num olhar provocante
De prazeres e tentações
Elevam-se as emoções
Nesse amor perfeito, delirante…

Versos que ensinam


Viver na esperança acesa
No amanhecer de cada dia
No esplendor brilhante da certeza
No olhar com alegria.

Contentar-se com o presente
Cindir-se das ilusões
Apreciar a beleza do poente
Tardando-se nas emoções.

Perdendo e se conformando
Ou tentando reencontrar
Com o olhar que passa mirando
Em todo canto e lugar.

Tem a satisfação os que amam
Em todo estante e momento,
Mesmo com mudança do pensamento
No aprendizado dos versos que ensinam

Soneto íntimo

Embora num olhar perpétuo,
A rosa em momentos se disfarça
Na flor das horas tétricas
Que pela emoção vem e passa.

Molhada a minha pupila inefável
Exprime o valor ineficaz
Da minha fonte aquática
Tão pequena e inestimável.

Embora num olhar desprezado
A rosa em momentos se desfaz
Das alegrias, do último,

Do primeiro, presente, passado...
O segredo, a mim, traz
A valorização do meu íntimo

Quisera ser eu...


Quisera eu ser um pássaro
Para bem longe voar
Olhando apenas para o tempo
E não me preocupando em voltar.

Quisera eu ser a liberdade
Para em nada me prender
Nem mesmo na saudade
Que tanto me faz sofrer.

Quisera eu ser a água
Para passar por vários lugares
Sem ter os receios
De atrair vários olhares.

Quisera eu ser a poesia
Para entrar em qualquer coração
Sem pedir tal permissão
Para trazer alegria que contagia.

SEM AMOR NÃO EXISTE HOMEM

Como nasce um fruto
Sem antes brotar a flor?
Como pode nascer a paz
Sem antes brotar o amor?

Como pode nascer árvore
Sem mesmo não plantar semente?
Como pode viver um ser humano
Sem ter um amor ardente?

Como pode viver um pássaro
Sem ter azas para voar?
Como pode agir um homem
Sem mesmo saber amar?

Como pode ser feita uma casa
Sem mesmo tocar no chão?
Como é possível ter amor
Sem mesmo abrir o coração?


(Poema patirticipante do 4º
encontro açoriano da lusofonia organizado pelos Colóquios da Lusofonia™
de 31 de Março a 4 de Abril de 2009 no Cineteatro Lagoense na Lagoa, S. Miguel Açores)

Encontrando a felicidade


Na tarde lúcida de primavera
Caminhando no vale da emoção,
Acabando com a guerra
Do sorriso com a ilusão.

Achei-te na rara formosura
Do olhar transmitido,
Na conquista da aventura
Do permanecer do infinito.

Nesta face lavada
Com lágrimas de raridade
A passagem foi revelada
Para a busca da felicidade.

Um simples poeta e nada mais


Se eu tivesse criado o amor,
Eu não seria um poeta.
Se eu tivesse criado a flor
Minha vida seria quieta.

Se a vida não me ensinasse a viver
Quem sabe eu a ensinaria
O futuro de mim é morrer,
A minha criação, é a minha alegria.

Assim fico escrevendo
O que a vida em mim faz
Escrevo o que quis,ou se estou querendo,
Pois sou um simples poeta e nada mais.