segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AMOR DE MIM

Esse amor assim alienado
Que me desperta repente,
Que deixa meu coração ardente
Tão assim acelerado.

Esse amor cimeiro
Cito dentro de mim,
Amor que não é passageiro
E que não veio por vim.

Agora só me resta expandir
Com a amada sonhada
Esse amor gostoso
Que permanece com a porta fechada.

A LUA ESQUECIDA

A lua estando no céu
Já se tornou transparecida,
Embora se veja,
Mas já ficou esquecida.

Aquela tão linda lua
Que esteve presente em meus momentos,
Na minha vista e também na tua,
Já não é a mesma,e sim esquecimentos,

Esquecimentos daqueles dias
Em que brilhando veio logo
Clareando as noites sombrias,

Aquelas noites que não se animavam,
No céu apenas estrelas
Que só na presença da lua brilhavam.

ANTÍTESES DA MINHA VIDA

Vejo esse mundo enorme,
Mas não me enxergo.
Posso tocar em tudo,
Mas já não sinto.

Amo com um amor tão grande,
Mas não sou amado.
Nada de mim depende,
Mas sou dependente.

Tenho uma boca,
Mas não sai sorriso.
Tenho a paz,
Mas não sou tranqüilo.

Tudo posso falar,
Mas não tenho palavras.
Sempre posso chorar,
Mas acabaram-se as lágrimas.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA

Que a cada dia que se chegar,
O pão,na boca amarga,alcance.
Que a cada boca sinta-se
O gosto de suor da sua própria mão.

Que a cada amanhecer a esperança
Brilhe mais forte como o sol,
E que em cada criança,a confiança
Seja de si mesma o seu prol.

Que em cada lar chegue a fartura
Junto a alegria e o amor,
Assim como da rama nasce flor,
Do sustento a satisfação madura.

CANÇÃO DE NATAL

É natal de Jesus
Noite de alegria
Esperança e luz

Toda terra canta um hino
Com a chegada do senhor,
Todo mundo lembra o menino
Nosso Deus,nosso senhor.

É natal de Jesus
Noite de alegria
Esperança e luz

Toda terra levanta louvor,
A escuridão brilha
E na planta morta nasce flor.
Noite de alegria,de maravilha...

É natal de Jesus
Noite de alegria
Esperança e luz.

MÃE

Vivias entre calmas e esperanças
Clareando as noites, acelerando os dias
Apenas tu,ó mãe,pois jamais te canças
De amar teu filho que contigo sorria.


Momentos inquietos em que sofrias,
Choros penosos,lúgubre passado,
Esquecias tudo quando ao lado estavas
Do ente querido,filho,amado.


És única,muitas alegrias e sonhos
Sabe ser bondosa semear expectativas,
Colher de seus filhos olhares risonhos
Em todas noites,em todos os dias.


E em seus olhos a piedade brilhante,
Lêem-se as alegrias,na força da vida
De seres aquela mãe querida
Para seus filhos que o amam bastante.

VENDO O ANOITECER

Vendo o sol se pondo
Não sei se me pergunto
Ou se me respondo.

Vendo as estrelas a brilhar
Já não sei o que faço,
Se passo a sorrir ou a chorar.

Avisto a lua lá distante
Já não consigo me conformar
Com o pouco ou o bastante.

Vendo o anoitecer
Não reconheço o pior,
Caminhar no deserto
Ou perder-me no labirinto.

METÁFORAS DA PAZ

O fim de uma guerra é imundo.
Linda mesmo é uma flor
Que a sua beleza tem tudo
Para falar de paz e de amor.

Mas se vermos o oposto da guerra
Vemos a união, e bem capaz
De se compor nesta terra
As partículas de Amor e de Paz.

A Paz é um pássaro que voa.
É um olhar de apaixonados,
São as águas da lagoa
E nelas os peixes apressados.

É um rio caminhando de mansinho
Que na calma molha as pedras morenas
E toda essa calma no caminho
Embelezam as manhãs serenas.

A Paz é o verso que ensina,
É uma canoa em auto mar
E é uma criancinha
Que lentamente começa andar.

E é a conquista, o pão, a mesa,
É o fruto verde, ou já maduro,
E é a esperança acesa
Que a mãe incentiva seu filho ao futuro.

A Paz é o contrário da guerra,
É o amor, são as alegrias,
São todas as pessoas da terra
Em busca da união todos os dias.

CORAL DA NOITE

Cri,cri,cri,cloc,cloc,cloc
O que pode ser aquilo,
Será uma banda de rock?
Ou é a banda do sapo e do grilo?

Canções formadas a altos
De corais bem coordenados
Sons tão formados
Dos astros, grilos e sapos.
A noite já não fica a toa
Porque é chegada a grande festa
Dos bons compositores na lagoa.

VIVO COM O PORTUGUÊS

Trabalho com as palavras
Como o carpinteiro com a madeira,
Amadureço nas palavras
Como a laranja na laranjeira,

Controlo os versos
Como o comandante controla seu navio,
Resisto nos versos
Como o diamante no fogo resistiu,

Traço-me nas letras
Como uma parede da construção,
Divirto-me com as letras
Como a criança que cria sua diversão,

Vivo com o português
Como as flores no jardim,
Preocupo-me com o português
Como a Natureza com seu fim.