terça-feira, 28 de outubro de 2008

INTENSO AMOR

Intenso amor,maior então não existe
É apenas o meu,que não descança da amada
E quando se ver alegre,se ver triste
Quando se ver fechado,houço risada.

Apenas sossega se lhe resiste
O querido coração,e que não se guarda
Nas aventuras que consiste
A minha vida pertubada.

Intenso amor é o meu,que fere
Ao encostar em quem lhe prefere
Trazer seu coração à mim.

Intensa é a sua lei incessante
Que me deixa,inconciente,delirante
Nesse intenso amor sem fim.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AMOR DE MIM

Esse amor assim alienado
Que me desperta repente,
Que deixa meu coração ardente
Tão assim acelerado.

Esse amor cimeiro
Cito dentro de mim,
Amor que não é passageiro
E que não veio por vim.

Agora só me resta expandir
Com a amada sonhada
Esse amor gostoso
Que permanece com a porta fechada.

A LUA ESQUECIDA

A lua estando no céu
Já se tornou transparecida,
Embora se veja,
Mas já ficou esquecida.

Aquela tão linda lua
Que esteve presente em meus momentos,
Na minha vista e também na tua,
Já não é a mesma,e sim esquecimentos,

Esquecimentos daqueles dias
Em que brilhando veio logo
Clareando as noites sombrias,

Aquelas noites que não se animavam,
No céu apenas estrelas
Que só na presença da lua brilhavam.

ANTÍTESES DA MINHA VIDA

Vejo esse mundo enorme,
Mas não me enxergo.
Posso tocar em tudo,
Mas já não sinto.

Amo com um amor tão grande,
Mas não sou amado.
Nada de mim depende,
Mas sou dependente.

Tenho uma boca,
Mas não sai sorriso.
Tenho a paz,
Mas não sou tranqüilo.

Tudo posso falar,
Mas não tenho palavras.
Sempre posso chorar,
Mas acabaram-se as lágrimas.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA

Que a cada dia que se chegar,
O pão,na boca amarga,alcance.
Que a cada boca sinta-se
O gosto de suor da sua própria mão.

Que a cada amanhecer a esperança
Brilhe mais forte como o sol,
E que em cada criança,a confiança
Seja de si mesma o seu prol.

Que em cada lar chegue a fartura
Junto a alegria e o amor,
Assim como da rama nasce flor,
Do sustento a satisfação madura.

CANÇÃO DE NATAL

É natal de Jesus
Noite de alegria
Esperança e luz

Toda terra canta um hino
Com a chegada do senhor,
Todo mundo lembra o menino
Nosso Deus,nosso senhor.

É natal de Jesus
Noite de alegria
Esperança e luz

Toda terra levanta louvor,
A escuridão brilha
E na planta morta nasce flor.
Noite de alegria,de maravilha...

É natal de Jesus
Noite de alegria
Esperança e luz.

MÃE

Vivias entre calmas e esperanças
Clareando as noites, acelerando os dias
Apenas tu,ó mãe,pois jamais te canças
De amar teu filho que contigo sorria.


Momentos inquietos em que sofrias,
Choros penosos,lúgubre passado,
Esquecias tudo quando ao lado estavas
Do ente querido,filho,amado.


És única,muitas alegrias e sonhos
Sabe ser bondosa semear expectativas,
Colher de seus filhos olhares risonhos
Em todas noites,em todos os dias.


E em seus olhos a piedade brilhante,
Lêem-se as alegrias,na força da vida
De seres aquela mãe querida
Para seus filhos que o amam bastante.

VENDO O ANOITECER

Vendo o sol se pondo
Não sei se me pergunto
Ou se me respondo.

Vendo as estrelas a brilhar
Já não sei o que faço,
Se passo a sorrir ou a chorar.

Avisto a lua lá distante
Já não consigo me conformar
Com o pouco ou o bastante.

Vendo o anoitecer
Não reconheço o pior,
Caminhar no deserto
Ou perder-me no labirinto.

METÁFORAS DA PAZ

O fim de uma guerra é imundo.
Linda mesmo é uma flor
Que a sua beleza tem tudo
Para falar de paz e de amor.

Mas se vermos o oposto da guerra
Vemos a união, e bem capaz
De se compor nesta terra
As partículas de Amor e de Paz.

A Paz é um pássaro que voa.
É um olhar de apaixonados,
São as águas da lagoa
E nelas os peixes apressados.

É um rio caminhando de mansinho
Que na calma molha as pedras morenas
E toda essa calma no caminho
Embelezam as manhãs serenas.

A Paz é o verso que ensina,
É uma canoa em auto mar
E é uma criancinha
Que lentamente começa andar.

E é a conquista, o pão, a mesa,
É o fruto verde, ou já maduro,
E é a esperança acesa
Que a mãe incentiva seu filho ao futuro.

A Paz é o contrário da guerra,
É o amor, são as alegrias,
São todas as pessoas da terra
Em busca da união todos os dias.

CORAL DA NOITE

Cri,cri,cri,cloc,cloc,cloc
O que pode ser aquilo,
Será uma banda de rock?
Ou é a banda do sapo e do grilo?

Canções formadas a altos
De corais bem coordenados
Sons tão formados
Dos astros, grilos e sapos.
A noite já não fica a toa
Porque é chegada a grande festa
Dos bons compositores na lagoa.

VIVO COM O PORTUGUÊS

Trabalho com as palavras
Como o carpinteiro com a madeira,
Amadureço nas palavras
Como a laranja na laranjeira,

Controlo os versos
Como o comandante controla seu navio,
Resisto nos versos
Como o diamante no fogo resistiu,

Traço-me nas letras
Como uma parede da construção,
Divirto-me com as letras
Como a criança que cria sua diversão,

Vivo com o português
Como as flores no jardim,
Preocupo-me com o português
Como a Natureza com seu fim.

domingo, 13 de julho de 2008

POESIA MORADA

Com o fruto do sentimento
Com o amor de todo dia
Bati o primeiro traço de cimento
Para a minha poesia

Agindo com a caneta
Não contratei funcionários
Eu mesmo fui o pedreiro.

Após a construção
Foi o momento de pintar.
Pintei com as cores do coração.

Toda já acabada
As mudanças,já a começar.
Em fim cheguei a minha morada
Aonde sempre irei morar.
(Marcos Vieira)

RETRATO DA AMADA

Tu que estás comigo;o sonhar
Clareou seu tempo
Para tecer-te o rosto
Tão meigo e lento.

Seu rosto parecem nuvens
Atraída para o ocidente
Distante como o nunca
Incessante como o sempre

E que repentinamente
Se leva e acalma,
Como se as chuvas e os ventos
Permitissem-lhe seus momentos,

Como se o sol em ti brilhasse
A lua,lhe causasse friamento,
Assim,deixando-te suave.
Com aparência de grande amor por dentro.
(Marcos Vieira))

O APRENDIZADO SEM GRAÇA

Chegará o dia,e que o dia acabe
Sem mesmo que a noite chegue.
É chegado o dia em a mão,no caminho,
Já não reconhece o seu gesto.

Chegará o dia,em que a lenha,já não terá
Para espertar o fogo da fogueira.
Chegará o dia,que o amor que era infinito
Em segundos do tempo se acabará,

Solução,é saber amar perto ou distante,
Assim como a flor brotará na haste,
Para que o intenso amor não se acabe
No além sem graça de um instante.

(Marcos Vieira)

NOSSA AMAZÔNIA

Lindas e abençoadas paisagens
Que nos traz alegria de à ter.
Belos rios, que habitam em suas margens
A esperança de sempre se erguer.

Que lindo verde, da esperança,
Que no fundo gera desunião,
Seja sempre nossa herança
Para estarmos no seu coração.

Que beleza, que causa insônia
Da pureza de suas flores...
Vamos cuidar da nossa Amazônia
Para no futuro não sofrermos de dores.
(Marcos Vieira)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A amizade

A amizade torna os fardos mais leves


porque os divide pelo meio.


A amizade intensifica as alegrias,


elevando ao quadrado, na matemática do coração.


A amizade esvazia o sofrimento


porque a simples lembrança do amigo


acalma com jeito de talco na ferida.


A amizade ameniza as tarefas difíceis


porque a gente não as realiza sozinho:


são dois cérebros pensando e quatro braços agindo.


A amizade diminui distâncias.


Embora longe, o amigo é alguém perto de nós.


A amizade enseja confidências redentoras;


problema partilhado, percalço amaciado,


felicidade repartida, ventura acrescida.


A amizade coloca música e


poesia na banalidade do cotidiano.


A amizade é a doce canção da vida


e a poesia da eternidade.


O amigo é a outra metade da gente; o lado claro e melhor.


Sempre que encontramos um amigo,


encontramos um pouco mais de nós mesmos.


O amigo revê, desvenda, conforta


É uma porta sempre aberta em qualquer situação.


O amigo, na hora certa, é sol ao meio-dia,


estrela na escuridão.


O amigo é bússola e rota no oceano,


porto seguro na tribulação.


O amigo é o milagre do calor humano


que Deus opera num coração.




(Autor desconhecido)